sábado, 14 de outubro de 2017

PRIMEIRA COMUNHÃO

Queridos papais, mamães e familiares, queridas catequistas de modo particular a Carla e a Silvia que acompanharam essa turma, amadas crianças.

Ao chamado de Jesus – “Vem e segue-me”, vocês têm respondido “Eis-me aqui“, desde o dia em que seus Pais os levaram à Igreja para receber o Batismo. Pelo Batismo nos tornamos Filhos de Deus.

Por isso, vocês rezam o Pai Nosso…

Durante estes 2 anos de Catequese, vocês foram acompanhados por suas famílias e pelas Catequistas, neste caminho de seguimento de Jesus, nosso Salvador.

Hoje vocês dão um passo importante na vida Cristã, participando de agora em diante da mesa da Eucaristia.

Vocês vão participar da comunhão do Pão e Vinho, Corpo e Sangue do Senhor, dados para nós como alimento espiritual. “Quem come deste Pão tem a vida eterna”. 

Mas já agora desfrutamos desse pão sagrado, pois, Quando comungamos Jesus caminha conosco, nos ajuda, nos guia. E também nos dá a força para caminhar. Sustenta-nos nas dificuldades e também nas tarefas da escola. 

Jesus nos salva, mas também caminha conosco na vida.

Na comunhão recebemos a força do alto. Não se deixem enganar pela aparência de pão. Na aparência de um simples pedaço de pão recebemos o Corpo de Cristo.

Jesus vem ao nosso coração. Pensemos nisso, o Pai nos deu a vida, Jesus nos deu a salvação, nos acompanha nos guia, nos sustenta, nos ensina. O Espírito Santo, nos ama, nos dá o amor. 

Queridos jovens, lembremos que a Virgem Santíssima ao receber o anúncio que seria a mãe do salvador saiu depressa para ajudar a sua prima Isabel.

Ir com pressa socorrer aos irmãos deveria ser característica dos Cristãos, a característica dos que participam da mesa da Eucaristia. 

Nossa Senhora é sempre assim. É nossa Mãe, e sempre vem imediatamente quando precisamos. 

Quando seus filhos estão com problemas, têm alguma necessidade e a invocam, ela vai imediatamente. E isso nos dá a segurança, temos a Mãe sempre ao nosso lado.

Que lindo se em cada Santa Missa, recebêssemos Jesus como Maria o Recebeu.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

ANO MARIANO

O povo brasileiro tem uma bela relação com Maria, a mãe de Jesus, seja como pelo titulo de Aparecida, nossa padroeira que há 300 anos veio morar conosco, seja pelo titulo de Fátima que há 100 anos nos veio visitar, falando a nossa língua. Essa relação de amor e devoção tem uma raiz bíblica, que procuramos tornar bem mais profunda neste ano Mariano, pois todo os discípulos de Jesus somos chamados a fazer sua vontade, mantendo viva a nossa esperança, transformando, por nossas ações, as realidades de morte em vida, de trevas em luz, de miséria em abundância e violência em PAZ.

Aparecida e Fátima remetem à figura de Maria como imagem da igreja triunfante, tornado visível para nós o nosso destino, o céu e o nosso caminho de uma igreja peregrina, chamada a fazer a vontade de Deus. Dando-nos a certeza que a melhor coisa que pode nos acontecer é a vontade de Deus.

A presença de Nossa Senhora em Fátima e o aparecimento da pequena imagem foram grandes sinais do alto, sinal de que Deus ouve as preces dos simples e pequeninos. A partir desse sinal, pesca foi abundante, o muro caiu, a paz retornou, milagres incontáveis acontecem até nossos dias. 

Neste dia, no Brasil, também comemoramos o dia das crianças. Elas aguardam de todos nós um sinal de um país mais justo, humano, solidário e que saiba cuidar do seu povo com carinho e proteção. Aguardam sinais de vida, que devem ser cultivados e promovidos já agora, para que o seu futuro seja de abundância e paz. Que a honestidade expulse a corrupção de nossa amada nação.

Gosto sempre de imaginar a cena daquele casamento em Caná da Galileia. Deve ter sido um casamento de pessoas simples, pobres, como humilde e pobre era Maria. Porque para que Maria e Jesus fossem convidados, o casal nubente só poderia ser pobre, já que a disparidade entre as pessoas era tamanha, que ricos e pobres jamais se misturavam, especialmente em festas. Hoje, na verdade não é muito diferente!

Maria, que é mãe, e mãe sempre esta atenta, percebe que os noivos pobres poderiam passar vergonha, já que o vinho começava a faltar. A mãe chama o filho e intercede. Jesus não parecer dar uma resposta muito amigável. Mas a mãe conhece o filho que tem. Maria vai aos serventes e lhes diz: “fazei o que ele vos disser!” 

A confiança no filho é maior que sua preocupação. O milagre acontece justamente pela fé de Maria em Jesus. Desse ano Mariano também nós, todos nós, podemos testemunhar de norte a sul do Brasil, nossa confiança na intercessão de Maria. Pois ela é mãe e mãe não nos deixa os filhos esperando, não nos faz passar vergonha, mas intercede por nós. 

Porém é preciso atender a sua ordem dada aos serventes e também a nós hoje: fazer o que Jesus nos pede! E o que Jesus nos pede? Que nos amemos uns aos outros! 

Se nos amarmos, o mundo terá mais paz, Cachoeirinha terá mais paz, o mundo será muito mais bonito, do jeito como Deus o criou e desejou para nós!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

A VINHA DO SENHOR

A vinha é a nossa vida, nossa família, nossos filhos. Deus nos presenteou com a vida, com a família, nos ofereceu o batismo, nos ofereceu a Sua Igreja, nela tivemos conhecimento da sua Palavra e do seu amor, nos oferece o pão da vida a Eucaristia. Oferece-nos tantos retiros, grupos de oração, pastorais, nos cerca de cuidados e carinho.

Infelizmente vamos tantos irmãos que se desviaram de tudo aquilo que aprenderam de Deus e de seus pais. Se julgam espertos, atualizados, e vivem como bem entendem pensando poder fazer a seu modo a própria felicidade. 

Ai surge a violência, as drogas, a insegurança, depressão, ruina da família a solidão e tantos outros males. 

Por que coisas tão tristes essas acontecem? 

Deus oferece uma vida sob a sua proteção. Mas preferem viver num mundo de vaidade e egoísmos, ciúmes e invejas, revalidas e vinganças.

Estes são os maus administradores da vinha do Senhor, que sofrem e fazem outros sofrerem sem culpa, por falta de cuidado com a vinha não produz frutos doces, mas abrolhos e espinhos. 

O senhor alerta aos maus administradores, a vinha lhe será tirada. Cuida bem da tua família ou ela lhe será tirada, cuida bem dos teus filhos, cuidam bem do teu trabalho, cuida bem da tua vida, segundo a lei do senhor, senão ela lhe será tirada. 

A vinha também é a Igreja, que foi entregue nas mãos dos escolhidos de Deus, pessoas de sua confiança, a vinha mais importante da Terra, para ser cultivada com muita dedicação, irrigada com a palavra, adubada com a oração e fortalecida com a Eucaristia.

Deu-nos o Santo Padre o papa, como guia e pastor para nos defender das eravas daninhas, as falsas doutrinas, e os são os falsos cristãos que só querem se promover, e enriquecer, distorcendo a palavra de Deus, pregando mentiras atacando a família a vida e tudo que há de mais sagrado. 

O texto do Evangelho nos relata que quando o proprietário da vinha mandou seu próprio filho, os maus vinhateiros o mataram. 

Caríssimos, Jesus foi enviado ao povo de Israel para reclamar frutos de justiça, mas foi jogado fora da vinha, foi jogado no calvário, o qual ficava fora de Jerusalém a cidade santa do Senhor.

Infelizmente é o que ainda vemos, tiram Jesus para fora das escolhas, dos espaços públicos, da família, difamam seu sacerdotes, atacam a sua igreja, nos caluniam e querendo desmoralizar a nossa doutrina sobre a o valor família, e da vida. 

Porém não desanimemos, não percamos a nossa fé, tenhamos coragem, e confiança em Deus. Ele nunca vai tirar a sua mão protetora de cima da Igreja. Ele não vai abandonar a sua vinha criada com tanto amor, com a entrega do seu Filho na Cruz. Deus prometeu, Ele cumpre. "Eis que estarei com vocês até o fim dos tempos... ... e as portas dos infernos não se prevalecerão contra ela..."

sábado, 30 de setembro de 2017

SIM COMO O SIM DE MARIA

Deus não desiste do ser humano, Ele nos chama à conversão. Deus passa pela nossa vida em várias etapas dela, convidando a rever a nossa vida e voltarmos para Ele, que é o Caminho, a Verdade e a Vida!

Nessa parábola dos dois irmãos mostra um dos motivos porque muitos não O aceitaram – a falsa ideia que tinham da religião.

Há uma grande diferença entre falar e fazer, entre a teoria e a prática. As palavras e as promessas não resolvem nada, não valem nada. 

Os ensinamentos de Jesus são misericórdia, fé, justiça, compaixão, como uma condição, vai entrar apenas quem fizer a vontade do meu Pai que está nos céus. (Mt 7, 21) Não basta ler a bíblia, ou ouvir a pregação e dizer que é bom e certo, o importante é viver a vida nova que Cristo trouxe para todos.

Ser cristão, pertencer a uma comunidade, participar de reuniões não basta, é preciso realizar obras dignas de um cristão. 

É muito fácil acumular bons propósitos. O mundo está cheio deles, promessas e mais promessas. Mas é necessário cumpri-las, é isso que interessa.

Irmãos não é o nosso falar, mas sim o nosso agir que demonstra se amamos a Deus, e se estamos ou não fazendo a vontade do Pai. Nem sempre aquelas e aqueles que dizem sim, são verdadeiros. 

Infelizmente, nem sempre aqueles que falam muito bem, que falam bonito, com discursos que impressionam, são aqueles que vivem a verdade, a palavra em toda sua plenitude. O que é muito lamentável, pois o nosso falar deveria ser seguido de nosso agir.

Jesus é muito claro não são as nossas palavras, mas as nossas ações que têm valor diante de Deus. Mesmo os que disseram não a princípio podem arrepender-se e fazer a vontade de Deus. Mudar de opinião, mudar de mentalidade e se converterem. 

A misericórdia de Deus se manifesta quando o pecador, arrependido porque crê e confia no perdão de Deus, volta atrás e começa a viver uma nova vida.

Valerá, então, o tempo do arrependimento. Por isso, muitos que nós julgamos perdidos, podem receber o perdão e a salvação de Deus. Alegremo-nos! Deus está apenas esperando o nosso arrependimento.

O nosso "sim" a Deus, deve ser sincero, deve ser um "sim" que brote do coração, um "sim" sincero, que nos coloque a serviço do Reino, como foi o "sim" de Maria.

sábado, 16 de setembro de 2017

PERDÃO

Quando Caim matou a Abel, O Senhor lhe condenou a vagar na terra, e decretou que qualquer que matasse Caim seria castigado sete vezes mais. 

Mais na frente, um de seus filhos, Lameque toma para si uma conclusão de que, se qualquer que matasse a Caim seria castigado sete vezes, logo que ele tinha matado dois homens, seu castigo seria setenta vezes sete. 

Lendo a passagem de Gênesis 4, me parece que Lameque esta se consumindo de arrependimento; ele matou dois, e sente no seu coração: o que fiz “É demais para que seja perdoado!”

Certa vez Pedro, quando estava ouvindo os ensinamentos de Jesus Cristo a respeito de que, “se seu irmão estiver errado conta tí” é para você repreendê-lo, e se não lhe dando ouvido, você traz uma ou duas testemunhas para falar com seu irmão; ainda assim não dando ouvido, fala a Igreja... 

Enquanto Jesus falava na tentativa de localizar o erro para aja reparação, Pedro foi direto ao ponto, e fala do perdão: Senhor até quantas vezes devemos perdoar a nosso irmão? Até sete vezes? Trazendo de volta aquele castigo de quem fosse matar a Caim, que sete vezes seria castigado. 

Jesus, porém foi além: Não te digo sete vezes Pedro, mas setenta vezes sete; fazendo alusão ao que foi feito por Lameque lá em Gênesis 4.

É Jesus Cristo respondendo a pergunta de Pedro e de Lameque que ficou sem resposta no Antigo Testamento.

Será tão grave o meu pecado que não tem perdão? Jesus responde que tem perdão, sim, para quem quiser ser perdoado; basta se arrepender, e sinceramente decidir mudar de vida, Jesus Cristo estará sempre pronto para perdoar.

Jesus oferece o perdão para o mundo inteiro desde Caim até o ultimo homem que se arrepender dos seus atos.

Já conheci muitas pessoas que julgam seus pecados serem imperdoáveis, pensam que não têem mais chances com Deus por causa das suas grandes transgressões.

Jesus Cristo, no dizer justamente o contrário: “eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”. Ele compara o pecador a alguém que está doente e, por isso, precisa de médico para ser curado. Jesus Cristo é o médico enviado pelo Pai para nos devolver a saúde, partindo do princípio de que todos nós precisamos do remédio da misericórdia, pois somos doentes pelo pecado. 

Não importa a situação em que nos encontremos, Jesus nos chama à segui-Lo abandonado o pecado para viver na graça como filhos de Deus.

Para Jesus, não importa o nosso passado, o que vale é a resposta que damos ao seu chamado, afinal aceitar o chamado Dele, significa estar disposto a mudar de vida, e claro perdoar a nossos irmãos, pois a condição para recebermos a misericórdia de Deus é nos reconhecermos pecadores e perdoarmos uns aos outros de coração.

Todos nós podemos nos tornar médicos para alguém, médicos de alma, basta amá-lo concretamente, pois o amor cura, motiva, devolve a vida, o amor salva!

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

NOSSA SENHORA DAS DORES

Estamos preparando o Jubileu dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida e 100 anos da Aparição de Nossa Senhora em Fátima. É um momento muito marcante para os devotos de Maria que se inspirando nesses grandes acontecimentos, cultivam e aprofundam o culto Àquela que no mistério salvífico de Jesus sempre foi presença confortadora na vida de seus filhos e filhas.

As dores de Maria:

• 1ª dor: Jesus é apresentado no Templo, onde está presente Simeão, que alerta sobre o que espera o pequeno Menino.
• Hoje: as mães que sofrem com a discriminação desmedida sobre seus filhos, sejam pela cor, deficiências. Quantas dores na vida do povo, com o desemprego, corrupção, falta de moradia, etc.

• 2ª dor: Quando José é avisado em sonho que Herodes quer matar o menino e devem fugir para o Egito.
• Hoje: o sentimento materno, medo por seu filho (a) sendo perseguido (a). Na Campanha da Fraternidade/2014, pudemos experimentar a dor de quantas mães que perderam seus filhos no Tráfico Humano e no tráfico de drogas.

• 3ª dor: Desaparecimento de Jesus e seu aparecimento no Templo em meio aos Doutores da lei.
• Hoje: quantas pessoas se perdem, perdem seus filhos, perdem o sentido da vida. Que desespero vivem até o “reencontro”.

• 4ª dor: Doloroso encontro com seu Filho no Caminho do calvário.
• Hoje: discutimos o significado do encontro; quantos conflitos vividos pelas pessoas nas intermináveis dificuldades de relações, pais e filhos, esposos, comunidades.

• 5ª dor: A crucifixão de Jesus e Maria ao pé da cruz.
• Hoje: quantas mães e pais se sentem impotentes, diante das situações que não dependem apenas deles; um exemplo seria quando chegam aos leitos de hospitais e veem seus filhos ali tão frágeis e precisam se manter firmes diante dessa situação. Quanta dor vive nosso povo nas longas filas do INSS, vendo as pessoas morrerem à míngua, sem atendimento adequado.

• 6ª dor: Quando Jesus é descido da cruz, morto e transpassado pela lança
• Hoje: a frieza diante morte e total descaso com a vida. Quantas vidas inocentes, embaladas e envolvida pelo crime organizado, pelas drogas e pela impunidade.

• 7ª dor: Maria sepultando Jesus.
• Hoje: como é para uma mãe sepultar seu filho, é uma dor incomensurável; saudade que machuca, lembrança que jamais vai embora .

MARIA ACOLHE NA SUA DOR A DORES DA HUMANIDADE.

Há uma confiança extrema na Mãe de Jesus. Maria, Nossa Senhora, a Mãezinha do céu, nos momentos mais difíceis.

Assim vão surgindo, ao longo da história, os mais diferentes títulos de Maria, profundamente encarnados na vida e situação do povo. Só para lembrar alguns desses títulos: NOSSA SENHORA DA AJUDA, DO ALÍVIO, DO AMPARO, AUXILIADORA, DOS POBRES, DA BOA MORTE, DO BOM PARTO, DO BOM SOCORRO, DO BOM SUCESSO, DA ESPERANÇA, DA CONSOLAÇÃO, DOS DESAMPARADOS, DESATADORA DOS NÓS, DO DESTERRO, DAS DORES, DA PIEDADE, DA SOLEDADE, DAS ANGÚSTIAS, DAS LÁGRIMAS, DAS SETE DORES, DO CALVÁRIO, DO PRANTO, DOS MÁRTIRES, DA MISERICÓRDIA, DO PERPÉTUO SOCORRO, DOS REMÉDIOS, DA SAÚDE. 

As dores de inúmeras pessoas, espalhadas pelo mundo, suscitam a lembrança de Maria de Nazaré, Mãe de Jesus, morto por tentar abolir todo tipo de violência como a única expressão apropriada da FÉ NO DEUS DA VIDA, presente no cotidiano da humanidade.

O Brasil e o mundo serão muito melhores, quando todos os devotos de Maria nos educarmos para nos tornarmos, cada vez mais, pessoas sensíveis ao sofrimento humano e juntos lutarmos por uma sociedade regida pela partilha, amor e justiça.

sábado, 9 de setembro de 2017

CORREÇÃO FRATERNA

Onde tem relações humanas tem conflitos, seja na comunidade, seja no trabalho, seja na família, e acreditem até mesmo no casamento. 

E em todos os conflitos, não existem inocentes, sempre que alguém brigar com você ou você brigar com alguém, os dois sempre serão culpados. Porque quando um não quer dois não briga.

E ainda em toda a desavença sempre tem três lado, o seu o do outro e a verdade. Pois todo o ponto de vista é visto de um ponto, então sempre lembre de que possibilidade do errado ser você é sempre grande.

Para resolver esses conflitos que fazem parte das relações humanas Jesus nos propõe muito cuidado para corrigir os que erram. Nunca seja através do castigo, e sim, através do amor. Quem ama que não quer ver um irmão se perder, ainda que este irmão tenha errado muito contra ti, sempre devemos acreditar na reconciliação.

É compromisso do cristão, colaborar para que todos se salvem. 

Somos corresponsáveis pelos nossos irmãos. Não podemos deixar de lado, aquele, que na sua fraqueza humana errou simplesmente virar as costas e deixar pra lá, evitar a pessoa dali par frente.

Nossas famílias não podem ser como um amontado de pessoas, que vivem como bem entendem, onde ninguém se interessa pelo o bem do outro. Ser cristão é comungar do mesmo Cristo, amando-nos mutuamente, exercitando o perdão.

Todos nós, temos necessidade de correção, pois não somos perfeitos.

A correção é um ato de amor, difícil de praticar, mas vale a pena, pois com ela podemos salvar um irmão, dar-lhe a chance de reparar o seu erro.

Para ter êxito a correção, depende de nossa postura diante do irmão, nunca como juiz, sempre como enfermeiro. Papa Francisco nos diz: a Igreja não deve ser Juiz a apontar erros, a uma enfermaria que acolhe os feridos. 

O Evangelho de hoje, nos indica alguns passos:

1º - “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão.” O diálogo, deve ser sempre o primeiro passo, muitas questões se resolvem, através do diálogo, pois dependendo do que ouvimos, podemos perceber que tudo foi um mal entendido, ou um ato impensado. 

Antes porém reza antes pela pessoa, cuide para que no final da conversa a pessoa se sinta mais amada do que antes, pois amor aproxima de Deus e repreensão afasta. 

2º - “Se ele não te ouvir, toma consigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas.” Muitas vezes, os desentendimentos entre os familiares podem ser resolvidos com a ajuda de uma terceira pessoa que nem é daquela família, uma pessoa neutra pode enxergar com clareza a verdadeira causa do atrito que em geral não passam de "picuinhas" bobas. Além de que amigo é remédio para acalmar os ânimos, 

Às vezes o discernimento a dois pode nos convencer, de que não foi tão grave assim, e que vale a pena, manter o convívio com aquela pessoa, pois com o passar do tempo, ela mesmo pode perceber seu erro e se corrigir.

Além do que às vezes somos influenciados por simpatia e antipatia, por isto, é importante, consultar outra pessoa, a respeito do ocorrido.

3º “Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja”. Dizer a Igreja, é como se dizer: agora, vai depender dele com Deus, pois, humanamente, foi feito tudo o que podia ser feito, só nos resta rezar por ele.

O grande problema, em se tratando de correção, é que muitos de nós, invertemos a ordem dos passos, começando por comentar com os outros, antes de falar com a pessoa. Criando caso antes de dar a chance para a pessoa.

Como Cristão, não podemos desistir do irmão assim tão fácil, e nem ficar assistindo a sua ruína, se podemos fazer algo em seu favor! 



“Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”. Quando Jesus se faz presente, no meio das pessoas que buscam soluções para determinadas situações, podemos ter certeza: tudo se resolve, tudo tem um final feliz!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

NOSSA ALMA NECESSITA DO TOQUE DE JESUS


Jesus é o Enviado do Pai para nos dar vida plena, e tem capacidade para nos tirar das diversas situações que nos paralisam, mesmo que estejamos à beira da morte. A qualquer momento e em qualquer circunstância da nossa vida Ele tem poder para nos curar e nos tirar da impotência. 

Neste Evangelho Jesus nos dá prova disso quando cura a sogra de Pedro que, embora já tivesse idade bem avançada, foi sarada da sua enfermidade e, na mesma hora se pôs à disposição para servir a Ele e aos seus discípulos. Irmãos, a cura que Jesus quer fazer em nós, nos desinstala e nos tira da acomodação. 

As doenças e os males que nos atingem na maioria das vezes provêm da nossa alma carente do toque de Jesus, carentes de ouvir sua palavra de vida, tão doce aos nossos ouvidos, carentes da paz que o sue amor nos dá.

Por isso, as multidões O procuravam e não queriam largá-Lo. Jesus se enchia de compaixão por aquele povo necessitado, no entanto, Ele não parava no mesmo lugar, pois, sabia que a cada passo encontraria alguém necessitado de cura e salvação. 

Hoje também, Jesus quer nos curar e nos libertar de todas as nossas tribulações, mas espera de nós que procuremos ajudar nossos irmãos e irmãs a viverem a vida nova em Cristo. 

Somos curados, para amar e servir a Deus em favor de todos que são necessitados de libertação. 

A Boa Nova anunciada por Jesus enche nosso coração de doçura amor e paz, Ele deseja que nós a anunciemos a todos: “Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre, o filho do Deus Vivo, está muito perto de nós. Buscai por ele pois ele quer nos curar de todos os males”.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

TOME A SUA CRUZ

Estamos no início do Mês da Bíblia; tempo em que a Igreja nos convida a abrirmos mais vezes, este livro sagrado, para que possamos, através do conhecimento da palavra de Deus, rever a nossa vida, para dar espaço ao que é de Deus! 

No evangelho, vemos que os discípulos, mesmo convivendo diretamente com Jesus, tiveram dificuldades em aceitar a cruz.

De fato só depois da ressurreição eles compreenderam o sentido da cruz e não hesitaram em dar a vida pela causa do Reino.

Se hoje, estamos aqui, buscando um entendimento melhor dos ensinamentos de Jesus, é graças ao testemunho destes primeiros discípulos, homens frágeis como nós, que caindo e levantando, foram crescendo na fé, e nos deixando a certeza de que: Jesus é a nossa única opção de vida!

Quem está disposto a seguir Jesus, não deve iludir com facilidades, pois Ele é exigente, implica em mudança radical no modo de viver, exige muito mais do que boa vontade, exige compromisso, fidelidade, pois o seguimento a Jesus inclui à cruz.

E Ele pode ser exigente, pois ele é o único que nos oferece vida eterna.

E a cruz não é bonita, nem a cruz de Jesus nem a nossa cruz, mas nós não amamos cruz por ela ser bonita, amamos porque na cruz está aquele que nos amou por primeiro.

Foi pela cruz, que Jesus nos possibilitou uma vida que não passa!

Carregar a cruz é suportar dores, doenças, mortes, tragédias, desemprego, situação financeira difícil. Carregar a cruz é seguir o caminho que Jesus, mesmo no meio das tribulações dar amor, carinho e amparo aos que caminham ao nosso lado. 

Jesus coloca uma condição para quem quer ser seu discípulo: carregar a cruz. Mas também nos apresenta dois motivos que justificam: 

Primeiro a vida deste mundo passa depressa, voa. Não vale a pena nos agarrarmos a ela.

Segundo, a recompensa é a glória eterna no céu, pois a única coisa que o homem leva consigo é o amor dado e recebido durante a vida. 

Quais são as pedras de tropeço da nossa caminhada? Quais são os obstáculos que nos impedem de sermos verdadeiros cristãos? São os falsos amigos? Vícios? Preguiça? Falta de atitude? Acomodação? 

Precisamos fazer uma leitura critica das novela, propagandas, tendências e modas, que querem nos fazer a cabeça, dizer que ser cristão é ser atrasado, estar por fora. 

É o face book , o whastapp, app de namoro, que separando casais e destruindo famílias e pior que muitos homens insistem e dizer e traição virtual não é traição. Hora não é traição? Da onde?

São mentiras, mentiras e mentiras que nos fazem a cabeça, nos deixando egoístas, consumistas, individualistas, viciados, pecadores, e indiferentes às coisas de Deus. 

Precisamos nos alimentar diariamente da Palavra de Deus para não nos deixar seduzir pela maneira de pensar do nosso tempo. Precisamos de uma vida de oração para que nos ajude a pensar segundo o Evangelho, e assim salvar nossa casa, salvar nossa família, salvar nossa vida e ser feliz nesse mundo e no outro.

O mundo nos afasta de Deus, nos ridicularizando por sermos cristãos. Quantas vezes ouvimos: O que você ganha sempre enfiado na Igreja?

A nossa resposta pode ser as palavras de Jesus: “Que adianta o homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida?”

O que adianta sermos considerados os tais, os modernos, os espertos, os maiorais se temos uma alma vazia, e se perdemos a nossa VIDA VERDADEIRA, QUE É A VIDA ETERNA.

sábado, 26 de agosto de 2017

QUEM? JESUS?

Imagine agora Jesus em pessoa perguntando a você:

O que pensa sobre min?

O que você sabe sobre a minha pessoa?

Você realmente se interessa em conhecer-me cada dia mais?

O que você pensa sobre tudo o que Ele disse?

O que você pensa sobre os milagres que Ele fez?

E a pergunta mais importante. Você acha que já segue Jesus de verdade? Ou precisa se dedicar uma pouco mais pela sua salvação, engajando-se em uma pastoral da sua paróquia?

Jesus sabe tudo o que você pensa, ele não precisa perguntar nada. Como eu gosto de dizer: DEUS TA VENDO. Mas neste evangelho ele nos cutucando você para ver a sua reação, como o fez aos seus discípulos.

Diríamos que Ele está colocando você contra a parede, para ver até onde vai a sua fé. Para ver se você é realmente é dos dele ou é dos outros.

Você que está lendo esse blog agora, acredite. Jesus está bem aí do seu lado. E está perguntando: E você? Quem acha que eu sou?

Qual é a sua resposta? Seja sincero.

Um jeito de sabermos quem é Jesus é lendo a Bíblia. Mais isso não basta, precisamos aprofundar. A homilia do padre ajuda, mas isso também não basta, faça retiros, leituras espirituais. É preciso ter fé alimentada em uma vida de oração, para que o Espirito Santo nos revele quem é Jesus Cristo, como Ele revelou a Pedro.

Pergunto eu: Você já teve uma experiência pessoal com Jesus? Já aconteceu algum milagre na sua vida? Se isso ainda não lhe aconteceu, corra em busca de razões para a sua fé, e você descobrirá que Ele é O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA.

Tentei responder eu mesmo essa pergunta e o que consegui foi:

Jesus é a porta por onde vamos passar para entrar na vida eterna.

Jesus é o rosto visível de um Deus invisível.

Jesus é o meu Senhor e o meu Deus, o meu rei, meu pastor, o meu Mestre, a minha salvação na hora da tribulação, porque Ele é misericordioso, bondoso, justo, e poderoso.

Jesus é o pão descido do Céu para alimentar a nossa alma, fortalecendo a nossa vontade contra as tentações, para que não nos arraste para o pecado.

É Jesus Eucarístico que nos dá força para continuar a caminhada entre os espinhos da vida, as injustiças, a violência do nosso mundo e a maldade daqueles que não o aceitam.

Jesus é o Deus feito homem.

Jesus veio ao mundo com uma missão de SALVAR A HUMANIDADE DO PECADO. Assim Ele anunciou o Reino de Deus através da PALAVRA, do PERDÃO e dos MILAGRES. E Realizou a nossa Salvação pela sua morte e ressureição.

Jesus é Aquele que lhe perdoa quantas vezes forem preciso através do sacerdote.

Jesus é Aquele que lhe faz companhia e lhe dá forças nos momentos de solidão e de tentação.

Jesus é Aquele que o ilumina nos caminhos escuros e difíceis da estrada da vida.

Jesus é O Filho amado que mostra a vontade do Pai.

Jesus é Aquele que nos fala através das pessoas, e dos fatos, mostrando-nos como devemos ser agir e pensar, eu caminho seguir para merecer a vida eterna.

Jesus é Aquele que pela sua infinita misericórdia quis habitar em nós por meio da Eucaristia.

Jesus é Aquele que na hora da nossa morte não nos abandona, mas sim, nos proporciona a graça do arrependimento para que possamos conseguir o seu perdão.

Jesus é Aquele que nos fortalece para que não desfaleçamos na caminhada.

Jesus é a luz que ilumina o nosso caminhar.

Jesus é o amigo que bate a nossa porta para estar conosco nas horas difíceis.

Jesus é bondade, doçura, beleza, o caminho reto, é a paz que todos procuram.

Jesus é a água pura que mata a sede da nossa alma, e nos acalma.

Jesus é palavra que inspira nossa mente e pensamentos, aumenta a nossa fé, nossa esperança e nossa caridade.

Jesus é tudo isso e muito mais.

Por Isso digamos hoje e para sempre.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

PARA SEMPRE SEJA LOUVADO.

sábado, 22 de julho de 2017

PARÁBOLAS

Em três parábolas as grandes contradições da vida humana: a do joio (contraposição do BEM E O MAL), a do grão de mostarda (contraposição do O MENOR E O MAIO) e a do fermento (contraposição do O POUCO E O MUITO). Através dessas pequenas histórias, simples e ligadas à vida, Jesus nos fala da bondade e da paciência de Deus.

Quem não observa as coisas simples da vida, tem dificuldades para entender Jesus. O Mestre de todos os mestres serviu-se de exemplos bem simples para nos falar da grandiosidade das coisas de Deus. 

Essas parábolas respondem as indagações de muitos, que imaginam o Reino dos céus fora do nosso alcance. Por meio de parábolas Jesus nos fala que o reino de Deus é algo bom que é semeado no nosso coração. 

Jesus compara o Reino dos céus, com plantas que conseguem crescer juntas com as ervas daninhas, sem se contaminarem, com uma pequena semente de aparência frágil e com o efeito de uma porção de fermento no meio da massa.

A do joio, fala da presença do mal no meio do bem. Mesmo assim, Deus é paciente e aconselha-nos a esperar a hora certa. “Deixem que cresçam juntos até a colheita, pois pode acontecer que arrancando o joio, vocês arranquem também o trigo”. Sugerem cautela, cuidado e respeito até mesmo para com aqueles que chamamos de maus. Tudo tem a sua hora. Chegará o dia da colheita quando então, os maus serão ceifados e lançados ao fogo. 

A parábola do joio é um alerta, para que estejamos sempre vigilantes, para não corrermos o risco de cairmos nas armadilhas do inimigo que está a todo tempo nos espreitando. 

É fácil ser bom, vivendo onde só impera o bem, o desafio mesmo, é ser bom, onde o bem e o mal se misturam. É no confronto com o maligno, que provamos a nossa adesão a Jesus, é aí, que damos testemunho da solidez da nossa fé. 

A parábola do grão de mostarda nos mostra que as coisas de Deus começam pequenas e depois, e assumem proporções incríveis.

Comparando o Reino dos céus com uma minúscula semente, Jesus afirma que o crescimento do Reino, começa a partir de pequenas iniciativas!

A semente de mostarda é figura de coisa pequena e de pouco valor. No entanto, a pequena semente crescerá, será árvore. 

Na terceira parábola, Jesus compara do Reino dos céus com o fermento misturado na farinha. Com esta comparação, Jesus diz que a presença próxima de Deus é uma força transformadora. Transforma o ser humano a partir de dentro. Faz um homem novo.

Como o fermento que transforma toda a massa, o Reino de Deus transforma a vida inteira das pessoas, renovando-a. Quem o acolhe com fé e confiança, experimenta a alegria incomparável do amor de Deus, que perdoa e reconcilia.

O Reino de Deus atinge o interior de cada um de nós. Se aceitarmos esse Reino, somos realmente transformados, somos feitos realmente filhos de Deus. Uma vez transformados, podemos transformar os outros.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

VINDE A MIM


Que palavras cheias de consolação: “Vinde a mim, vós que estais cansado e sobrecarregado, eu vos darei descanso”. Quantas vezes nos encontraram cansados, atarefados, frustrados, desanimados, Jesus nos aconselha a recorrer sempre a Ele, muitas vezes só Deus é a resposta, só Jesus pode nos aliviar dos nossos sofrimentos, cansaço, e preocupações.

Ir a Jesus, é encontro, é seguimento, é seguir sua cartilha, obedecer a seus mandamentos. Jesus, não é como um comprimido que tomamos, ou uma tarefa que fazemos e pronto, mas é um caminho que seguimos cada dia passa a passo, um caminho que leva a felicidade e a paz. 

Jesus convida todos que estão cansados, porque “meu jugo é leve e o peso é suave”. Jesus liberta de tudo o que escraviza e oprime, porque a carga que Ele fala é o amor, e o amor não pesa. O amor não escraviza, não julga, não condena. 

Conhecemos tanta gente, que não vivem, apenas sobrevivem, escravos da tecnologia, escravos de padrões de beleza, escravo da opinião dos outros, escravos das aparências, do álcool das drogas, das dividas e mesmo assim continuam comprando.

Pessoas que correm de um lado para outro, que fadigam, em busca de tantas coisas, mas são incapazes de desvendar o segredo da felicidade.

Pois a felicidade esta nas coisas simples da vida. Na família reunida entrono da mesa, na consciência tranquila, na paz do coração. 

Os arrogantes e orgulhosos, prepotentes, autossuficientes nunca serão capazes de entender.

É fácil perceber a diferença de uma pessoa entre um sabido, e um sábio. O Sabido é aquele que pensam saber tudo sobre tudo, o sábio é que sabe que não sabe sempre está disposto a aprender. 

Os sabidos não saem do lugar, os sábios seguem em frente suaves e alegres. 

Quando nos achamos sábios para as coisas do mundo nós não conseguimos entender as coisas do céu. 

Aqueles que reconhecem sua fraqueza e busca apoio em Deus, nele encontrarão socorro e descanso. 

Esses experimentam a felicidade que Deus nos quer dar.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

TRINDADE - DEUS É MISTÉRIO

Deus é mistério! Infelizmente muitos querem entender Deus. Não devemos ir por esse caminho, pois nos surgirão dúvidas de fé. Como pode um Deus tão grande caber numa cabecinha tão pequenininha como a minha? 

De fato a nossa religião é cheia de mistérios: A Trindade, a Concepção Virginal, A Imaculada Conceição, a Transfiguração, a Transubstanciação... 

Os mistérios não são para serem entendidos, mas para serem adorados. 

Jesus ensinava por parábolas e no final acrescentava: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. É claro que todos ali tinham até dois ouvidos. Mas Jesus estava falando dos ouvidos da fé. Quando temos fé, ouvimos e adoramos.

Hoje somos convidados a adorar a santíssima trindade, uma comunidade que vive em perfeita comunhão, formando um só Deus. 

A Santíssima Trindade é o maior mistério da nossa fé, o qual jamais nós poderíamos ter descoberto pela nossa razão muito menos pela inteligência. Pela razão até poderíamos compreender que Deus existe. Porém, jamais iríamos entender um Deus em três pessoas.

Essa revelação nos foi proporcionado por Jesus que por várias vezes explicou que existe um Pai, um Filho e que o Espírito Santo seria enviado depois da sua ascensão ao céu.

A nós cabe trazer a Trindade para a nossa experiência cotidiana, seguindo o seu exemplo, vivendo o amor autêntico uns com os outros, amor fraterno sem egoísmo, que visa o bem estar do outro, e não o conforto próprio. Ou seja, não exija que as pessoas te amem. Ame-as primeiro... Mas nunca seja possessivo, nem chato, se apegando demais.

Vamos amar os nossos irmãos na prática, começando na nossa família.

Pais amem seus filhos mais do que eles o amam. Lembre-se que amar é doar-se. Doe sua vida aos seus filhos esqueça as ingratidões deles. Faça a sua parte como o fez a Santíssima Trindade por você e por todos. 

Não Exija que seu marido ou esposa o ame. Conquiste-a diariamente, com gesto, carinho e atenção. 

Jovens, quer ter muitos amigos, seja amigo de muitos, seja você o amigo que você espera ter. 

Idosos, não viva se lamentando. Também não se entristeça se as pessoas não lhe dão mais atenção. Fica com Deus, que é a melhor companhia. Não fique com pena de você mesmo.

Pense se não é hora de se redimir de todos os seus pecados, e procurar fazer, todo o bem que puder. Pare com esse mau humor. A velhice não é o fim da vida, mas uma nova maneira de viver.

Ama e você será feliz. O verdadeiro amor é contagioso. 

Nos noticiários vemos notícias sangrentas de homens que não aceitando O FIM DO RELACIONAMENTO, matam a mulher amada. O tipo: SE VOCÊ NÃO FOR MINHA SÃO SERÁ MAIS DE NINGUÉM.

Quem ama não mata! Só mata aquele que se uniu a alguém visando apenas à satisfação pessoal. Isso não é “amor” é um apego egoísta.

Quem ama de verdade, da a sua vida pelo outro. 

Quem ama de verdade, não fica contabilizando o quanto gastou com o irmão que precisou dele. 

Quem ama de verdade, pratica um amor parecido com o amor de Deus. E Deus que vê tudo, nos recompensará. Pois “Quem dá um na Terra receberá cem nos céus”.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

ASCENSÃO DO SENHOR

“Ide e fazei discípulos meus todos os povos. Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.

Não é uma sugestão, nem um conselho que Nosso Senhor nos dá é uma missão. Missão de ser testemunha da morte e ressurreição de Jesus. Para cumprir essa missão devemos testemunhar o amor de Deus nos ambientes em que vivemos na família, no trabalho, na comunidade. Isso não é fácil, requerem cristãos esclarecidos, que saibam argumentar com os questionamentos que o mundo oferece.

Por isso precisamos fortalecer nossa identidade cristã, procurar fazer retiros, leituras espirituais, ouvir a Radio Aliança as Tvs Católicas, precisamos nos dedicar a conhecer cada vez mais o Cristo que amamos, vivemos e anunciamos.

Antes de subir ao Céu Jesus fundou a sua Igreja para a salvação da humanida e enviou os seus Apóstolos a todo o mundo, dando-lhes este mandato: "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi". (Mt. 28, 19-20).

A Igreja é chamada para tornar presente Cristo no mundo, pela pregação e pelo Batismo, sacramento que nos faz filhos de Deus e herdeiros do Céu. A ressurreição de Jesus marca o início do Reino de Deus. A construção do Mundo Novo somente começou e exigirá muito empenho de nossa parte. 

Precisamos de um novo Pentecostes, evento que o nosso amado Papa Francisco nos diz que esta prestes a acontecer. Onde sairemos de nosso comodismo para ir ao encontro de todas as pessoas para comunicar como é bom o Bom Deus, como é bom viver em graça. Comunicar que o Cristo é único capaz de preencher nossa vida de "sentido", de "verdade", "amor", "alegria" e "esperança".

Mateus nos diz que "alguns ainda tinham dúvidas" (v.17) talvez isso até nos surpreenda. Como era possível ainda ter dúvidas, sendo que já tinham se encontrado com Jesus Ressuscitado?

Irmãos, a comunidade cristã não é um grupo de pessoas perfeitas. Desde o início da Igreja sempre é assim. Têm fé, mas também têm suas dúvidas. As dúvidas na comunidade dos primeiros discípulos deve ser um motivo de conforto. Nós acreditamos em Cristo, mas ainda temos que conviver com nossas de fraquezas humanas e pecados. Não podemos desanimar, esta é a nossa condição humana, que Jesus veio para transformar e trazer salvação. 

A cada celebração, vamos cheios de alegria ao encontro da santíssima Eucaristia, onde encontramos a força para fazer a vontade de Deus, que é anunciar aos nossos irmãos a Verdade da Palavra que salva, na certeza que o Bom Deus vai conosco, pois ele mesmo nos diz: "Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo". (Mt 28,20). 

O Evangelho de Mateus se encerra com uma frase muito linda de Jesus: "Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo" (v.20). Esta é a razão da nossa alegria: Jesus não se afastou, não foi para outro lugar, ficou conosco de uma forma diferente. 

Antes da Páscoa ele estava limitado: podia estar somente num lugar e não em outro, podia falar com algumas pessoas, mas ficava distante das demais. Agora para ele todas estas limitações, cessaram; ele está no Pai, por isso está perto de cada um de nós, sempre, em qualquer lugar, em qualquer situação.

Fixemos o olhar em Maria e reconheçamos nela a imagem perfeita da discípula missionária, para que através de seu exemplo possamos ser cristãos mais despojados a anunciar Jesus Cristo, que é Caminho, Verdade e Vida.

sábado, 20 de maio de 2017

QUEM AMA CUIDA

Jesus nos faz várias promessas. Com uma condição: guardar e praticar os seus ensinamentos. "Se me amais, guardareis os meus mandamentos".

Esta é a marca do cristão: a demonstrar o nosso amor por Deus. 

Parece meio óbvio, pois, quando alguém te ama não precisa que te diga, você sabe e sente quando está diante de alguém que te ama. Claro que é lindo receber uma declaração de amor, mas, quando é verdadeira, quando a declaração de amor não vem acompanhada de gestos que manifestem esse amor, é falso é terrível.

Assim também é o nosso amor a Deus, ou esse amor se manifesta na vivência concreta de sua palavra, ou é teórico é falso é terrível. 

Depois como diz o ditado: “Amor com amor se paga”. Que resposta podemos dar ao amor de Deus Pai, que tanto nos amor que nos deu seu Filho Único? Será um amor da boca pra fora, um amor teórico? Ou um amor vivido na radicalidade de nossa vida, conformando nossa vida a sua Palavra e a sua vontade, ou seja, praticando os seus ensinamentos.

Nós só temos a ganhar, basta viver esse amor para ganharmos o Espirito Santo, o defensor, o consolador, doce hospede da alma.

O mundo ao contrário não O recebe, porque não corresponde ao amor de Deus.

Quanto a nós, fiéis ao Evangelho, temos o privilégio de receber o Espírito Santo. Jesus promete que não nos deixará órfãos. Mesmo que a vida nos deixe sozinhos, O Espírito de Deus estará sempre do nosso lado nos fazendo companhia. 

Só tem medo da solidão quem não está com Deus. A solidão apavora aqueles que viraram as costas para Deus.

Claro que não vemos Deus sempre do nosso lado, mas podemos sentir a sua presença o tempo todo. Para que isso aconteça precisamos empenhar em viver segundo a palavra de Deus. Com muita oração, com frequência à eucaristia, e a pratica da caridade, ai com toda certeza Deus estará sempre conosco.

Mais que Vencer a Solidão, quem ama a Deus, não tem medo nem da morte. Pois, para quem ama a Deus a morte não é o fim da vida, mas o encontro com Cristo. Este mesmo Cristo que durante a nossa vida procuramos servir. 

A morte aterroriza aquele que vive no pecado. Mas para aquele que ama a Deus a fé faz a diferença; claro que este também sobre as asperezas da morte, mas suporta, pois sabe que logo terá o seu encontro com Cristo. A morte será o encontro com Aquele com quem falamos diariamente nas nossas orações, aquele a quem fomos caridosos na pessoa do irmão. 

Nas horas difíceis da vida, na hora da dor, da luta, do sofrimento, aquele que se deixa amar por Deus, não desanima. Tem coragem! Não se sente só. Deus está conosco. Jesus nos fez muitas outras promessas, porém, para que possamos recebê-las, precisamos praticar os mandamentos. 

Peçamos a ajuda da nossa Mãezinha: Rogai por nós santa Mãe de Deus, Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

PERDEDOR X VENCEDOR

Se andarmos pela casa escura podemos bater a cabeça na parede, ou em outra coisa, e nos machucar. A luz é indispensável para que possamos seguir o caminho reto, nos desviando dos obstáculos. 

Jesus é a Luz do mundo, a claridade que necessitamos para não cairmos nos buracos da estrada da vida. Quem não busca essa luz terá grandes complicações. Pois sem a luz divina não seremos absolutamente nada. Só nos resta os nossos recursos humanos, os quais são por demais limitados.

Jesus disse: “Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas”.

Jesus é a Luz que nos mostra o caminho certo, sem tropeços. O caminho da justiça, da honestidade, da fraternidade, da ajuda, do perdão, da oração, da aceitação do outro. Este é o caminho certo, o caminho que um dia nos levará a casa do Pai.

Existem momentos em que somos sequestrados pela escuridão, situações que nos levam a perder a esperança. Na traição, na falta de compreensão, na angústia, na perca, no isolamento, na indiferença, nas grandes batalhas, em meio a dívidas.

Exatamente nessa hora não podemos esmorecer. Em meio a uma tempestade de problemas, precisamos a continuar lutando.

Ser cristão significa ouvir as palavras de Jesus, e seguir em frente a luz dessa palavra poderosa. 

Nesses momentos surgem os vencedores e os perdedores. 

Um perdedor é aquele que não crê, que desiste, que não enfrenta, que recusa a ouvir conselhos, o orgulhoso, o teimoso, aquele que entrega os pontos. Aquele que confia somente em si, não partilha, não colabora, 

Um vencedor é aquele que levanta, que insiste, não desiste e persiste. É aquele que tem um motivo nobre, uma benção na fronte, um sentimento forte. É aquele que põe sua confiança no céu; a esse a luz de Deus sempre o acompanha… 

É gratificante olhar nos olhos dos que escolheram a simplicidade e poder ver Deus neles. Ser cristão é complicado nesse mundo tão materialista.

Quem tem a graça de enxergar só não vê a luz se por vontade própria fechar os olhos. Só vive por completo na escuridão aquele que por orgulho mente pra si próprio ou desistiu.

sábado, 15 de abril de 2017

CORRERIA PÁSCAL

«Correu então e foi ter com Simão Pedro
e com o outro discípulo que Jesus amava
.» (Jo 20, 2)

Há uma enorme correria no dia de Páscoa!

Os evangelhos que nos falam de Maria Madalena, de Pedro e de João, dos discípulos de Emaús numa agitação entre o assombro e o deslumbramento, a dúvida e a fé.

Maria Madalena corre para ir dizer a Pedro e a João que o sepulcro está vazio. Vai de coração apertado. Não bastava todo o sofrimento da paixão e morte do Senhor, agora até o corpo de Jesus, o sinal da sua existência, ter desaparecido?

Nós sabemos que pouco depois Madalena perguntará, àquele que julga ser o jardineiro (que na verdade é Jesus) onde pôs o corpo do seu Senhor. Quando Jesus a Chama pelo nome ela enfim o reconhece, e imagino que tenha corrido mais ainda para contar a boa nova da ressureição.

Pedro e João correm ao sepulcro, João, mais jovem corre mais rápido, chega primeiro, mas não entra, Pedro chega depois entra e vê o vazio, as faixas de linho no chão e o pano sobre o rosto de Jesus dobrado num lugar a parte.

Pedro fica no espanto daquilo do vazio que vê, o João vê e acredita. Vê o vazio e acredita que a Jesus nenhum sepulcro a pode prender, nenhumas faixas a podem embalsamar, nem uma pedra pode reter. Correram então a contar aos outros?

No seu Evangelho João diz-nos que foi Maria Madalena a primeira a anunciar: “Eu vi o Senhor”. Porque foi a primeira a procurar, foi a primeira a encontrar, mesmo sem entender, na escuridão da madrugada, quantas vezes nós estamos sem entender, impotentes, desamparados, macerados de dor, que boa hora de na madrugada, antes do nascer do sol, procurar Jesus, clamar por ele. Lembremos que a primeira coisa que Jesus fez depois da sua ressureição foi enxugar as lagrimas de Maria Madalena, o Senhor quer enxugar as tuas lagrimas, basta que procures por Ele, o Senhor quer ser encontrado.

Depois desse encontro, Madalena sai correndo novamente para levar essa feliz notícia que ecoará pela história: a vida e o amor venceram a morte!

Correram certamente os guardas quando viram os lacres se rompendo e as pedras que fechavam o sepulcro se movendo, bem sabiam eles que tinham guardado bem o sepulcro. Mas quem iria acreditar neles?

Temendo o castigo, mas deslumbrados com o que tinham visto foram correndo contar aos sumos-sacerdotes. E estes os subornaram para fazerem correr a mentira que desacreditaria a ressurreição: teriam sido os discípulos a roubar e esconder o corpo de Jesus.

História mal contada, demitida pelos fatos. Pois: de onde vinha à força que transformou nos discípulos o medo em confiança, a tristeza em alegria, a solidão em comunhão?

A vida transformada e transformadora dos discípulos é um testemunho luminoso da ressurreição do Senhor. Ontem, hoje e sempre!

Naquele mesmo dia, mas já noite fechada os discípulos de Emaús, correram 11 km morro a cima de volta a Jerusalém exultando de alegria.

Nenhuma noite podia apagar a luz e o fogo que Jesus acendera no caminho e à mesa, correr era indispensável nessas circunstâncias.

O dia da ressurreição tinha começado e nenhum obstáculo poderia barrar a Boa Nova que Começava a correr: A morte foi derrotada. Isso tinha que ser comunicado, correndo, urgente, não há tempo a perder.

Estava revelada a missão da Igreja: Correr para anunciar, fazer correr a noticia, Jesus esta vivo, não more mais.

Nos anos que se seguiram, os doze correram o mundo levando essa boa nova às nações. São Paulo se juntou a eles, e muitos outros homens e mulheres de todas as raças e nações, muitos santos e incontáveis mártires. Nada conseguiu impedir essa correria, nem as perseguições, nem as guerras, nem as mentiras, nada conseguiu impedir que essa verdade se alastrasse como um incêndio que não destrói, mas transforma e ressuscita.

Agora meus irmãos, chegou a nossa vez de correr para anunciar, para ir ao encontro de outros, para testemunhar Jesus Ressuscitado na vida de cada dia, para celebrar a alegria da sua presença.

Evangelizar não é uma agitação repetitiva. Evangelizar é partilha de corações ardentes, é acolher o céu que abraça a terra!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

O VALOR DO SACERDÓCIO

Quando se pensa,que nem a Santissima Virgem, pode fazer o que um padre faz...
Quando se pensa... Que nem os Anjos,nem os Arcanjos,nem mesmo Miguel, Gabriel e Rafael, nem príncipe algum dos que venceram lúcifer pode fazer o que um padre faz...
Quando se pensa,que Nosso Senhor Jesus Cristo,na última Ceia,realizou um milagre maior que a criação do mundo,com todos os seus esplendores,ao transformar o pão e o vinho em seu Corpo e em seu Sangue,para alimentar o pecador e que este prodigio, diante do qual se ajoelham os anjos e os homens, somente o padre pode realiza-lo todos os dias;
Quando se pensa... noutro milagre,que somente o padre é capaz de realizar:perdoar os pecados no sacramento da confissão, pois o que ele  liga no fundo de seu humilde confessionário, Deus,obrigado por sua própria Palavra o liga no Céu e o que ele desliga no mesmo instante o desliga Deus;
Quando se pensa... que o mundo morreria da pior fome se chegasse a lhe faltar esse pouquinho de pão e este pouquinho de vinho;
Quando se pensa...que isso pode acontecer porque estão faltando vocações sacerdotais;e que quando isso acontecer se estremecerão os céus e se romperá a terra como se Deus tivesse deixado de sustenta la; e as pessoas gritarão de fome e angústia e pedirão este Pão e não haverá quem o dê; e lhes pedirão a absolvição de seus pecados e não haverá quem os absolva; e assim morrerão com os olhos abertos no maior dos espantos...
Quando se pensa...que um padre é mais nescessário que um presidente, mais que um militar, mais que um banqueiro,mais do que um médico,e mais do que um professor,porque ele pode substituir a todos e ninguém pode substituir o padre...
Quando se pensa...que um padre quando celebra no altar tem mais dignidade que um Rei; que ele não é apenas um simbolo, nem sequer um embaixador de Cristo, mas é o próprio Cristo que está ali, repetindo o maior millagre de Deus...
Quando se pensa NISSO TUDO, compreende-se o quanto se deve amar os padres, respeita-los, fomentar as vocacões, custear os estudos dos seminaristas e manter os seminários e noviciados...
Porque este homem,o padre, durante a hora em que celebra diariamente, é mais importante que todas as celebridades da terra juntas e que todos os Santos do Céu,pois é Jesus Crisbto mesmo,sacrificando seu Corpo e seu Sangue para alimentar o mundo,as almas!"

JESUS, O REI COROADO COM COROA DE ESPINHOS.

Conheço uma publicação que fala de três (3) coroas: a de ouro, a de prata e a de espinhos.

Os reis/rainhas que usam a coroa de ouro, morrem e enquanto eles apodrecem em seus túmulos, sua coroa fica aqui e não terá mais poder algum;

Os/as que usam a coroa de prata, igualmente morrem, seu corpo se decompõem consumidos pelos vermes e a coroa fica aqui e também servirá, sem poder, apenas para ser colocada em museu.

Mas a coroa de espinhos, depois de dois mil (2.000) anos e que foi usada por Jesus que também morreu, mas cujo corpo não se decompôs, mas ressuscitou, permanece com poder salvador porque o vermelho do sangue que nela está, continua sendo o sangue salvador do Rei humilde e servidor, Jesus de Nazaré.

Esta coroa de espinhos fala muito alto para ensinar toda a humanidade, sobre o despojamento, sobre a transitoriedade de todas as outras "coroas", de todas as outras ostentações, luxos que viram luxúria, de quem deveria ser servo, mas que se apresentam como Príncipes Sagrados.

No domingo de Ramos e ontem, meu e-mail, Facebook, WhatsApp lotaram triunfalmente de imagens de Padres, a maior parte relativamente jovens, mas não somente jovens, como também, para piorar a situação, de alguns já de cabelos grisalhos e que viveram e foram formados em pleno Concilio Vaticano II, puxando as procissões com os Ramos Bentos, com tamanho luxo que com certeza foi, NO MÍNIMO, uma ofensa a Jesus que aceitou ser despojado de suas vestes e aceitou que fosse corado como o Rei da Coroa de Espinhos.

O que vi, e, como disse o Cardeal Dom Cláudio Hummes e outros bispos e arcebispos, são ministros de uma Igreja do "Pano". Sim! porque o que vi eram Ministros Sagrados paramentados com tanta roupa e por fim a capa vermelho,, barretes e outras coisas mais, sendo ladeados por pseudo acólitos leigos também trajados com batina preta e sobrepeliz que segundo as normas litúrgicas são vestes apenas para clérigos, segurando em aberto as majestosas capas de quem presidia, formando um verdadeiro cortejo triunfal de Príncipes Sagrados e sem aparência alguma de quem é servidor do povo para o qual foram consagrados.

Em uma avaliação superficial, imagino que somente naquelas roupas majestosas e de extremo luxo, deveria estar um valor aproximado de dez(10) a quinze (15) mil reais.

Não que eu seja contra as vestes prescritas para a Sagrada Liturgia, mas sou plenamente, até porque sou bispo da Igreja e também procuro me vestir de forma não ostensiva,  mas modesta, conforme permitido ou orientado também pela liturgia da Igreja.

eu também, com toda a nossa Equipe de liturgia, nos vestimos com dignidade própria do que o Domingo de Ramos e sua liturgia merecem.

Beleza nunca foi sinônimo de ostentação e de luxo, e simplicidade nunca foi sinônimo de relaxamento ou descaso.

De pouco adianta termos um Papa Francisco que recomenda vendermos os carros de luxo, morarmos em casas simples e vivermos despojados, frugais e simples, quando alguns de nossos Ministros, continuam com mentalidade de Príncipes da Igreja ao invés de Servos do Senhor.

A Idade Média e sua riqueza, seu brilho, sua nobreza como sinônimo de ostentação, graças a Deus já passou, mas há os que insistem em querer recuperar o que o Evangelho e o Concílio, orientaram de forma diferente.

Repito, para não ser mal interpretado que sou plenamente a favor de tudo o que a Igreja nos orienta, porque em tudo ela nos pede despojamento. Então sou sempre a favor que nos vistamos de forma digna, com vestes litúrgicas belas, mas jamais luxuosa. Usar ou não usar casula, capa, sobrepeliz, nunca foi e nem é meu problema. Meu problema é quando isso é feito em roupas que ferem e ofendem a pobreza evangélica. O que a Igreja nos prescreve é correto, mas o que o "mercado religioso" das lojas de artigos religiosos nos oferece, em alguns casos, chega mesmo a ser pecaminoso.

Perguntei certo dia durante uma Assembleia Geral da CNBB, às lojas de artigos religiosos que lá expõem, porque tanto luxo, e recebi como resposta, "porque é isso que muitos procuram" e nós funcionamos segundo a lei da "procura e oferta". Se ninguém ou poucos procurassem, não venderíamos, e teríamos que mudar o que oferecemos.

Toda a ostentação, fere de morte o evangelho e ofende aquele que é Rei com Coroa de Espinhos.

A mudança da Igreja não acontecerá por decretos papais, mas quando aqui nas bases acolhermos sua orientação paterna.

Que a COROA DE ESPINHOS nos ensine qual a coroa salvadora e que estende seu reinado até o fim dos tempos.

D. Guilherme, bispo de Ipameri, GO

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Quarta feira de cinzas

1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?
É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a se converterem e a se prepararem verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.
A Quarta-feira de Cinzas é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoa-se e impõe-se as cinzas obtidas da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior.
2. Como nasceu a tradição de impor as cinzas?
A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.
A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos por volta do ano 400 d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo.
3. Por que se impõe as cinzas?
A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:
“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Deve-se ajudar os fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.
4. O que simbolizam e o que recordam as cinzas?
A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.
A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).
5. Onde podemos conseguir as cinzas?
Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.
6. Como se impõe as cinzas?
Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.
7. O que devem fazer quando não há sacerdote?
Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.
É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.
8. Quem pode receber as cinzas?
Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive os não católicos. Como explica o Catecismo (1670 ss.), “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.
9. A imposição das cinzas é obrigatória?
A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.
10. Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?
Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.
11. O jejum e a abstinência são necessários?
O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.
A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. As sextas-feiras do ano também são dias de abstinência. O gesto, dependendo da determinação da Conferência Episcopal de cada país, pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.
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