segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A CRUZ DO PAPA FRANCISCO


Não é uma cruz igual a que costumamos ver ou ter.


Logo após ser nomeado Papa da Igreja, assomava, ao balcão da Praça São Pedro do Vaticano, o Papa Francisco.

Ao observar as primeiras imagens de 13 de Março de 2013, nos surgiu a inquietude sobre o tipo de Cruz ou crucifixo que levava sobre sua vestimenta completamente branca, com corrente de prata dourada.

Sua cruz de sempre, parte de seus símbolos, não fora trocada, pelo fato de ser o novo pontífice, permaneceu com ele.

As primeras imagens foram estas e a surpresa foi que não se via um Cristo crucificado.

Vendo outras fotos de dias posteriores tampouco chegava a distinguir-se um relevo definido, mas se acentuava a ausência de Cristo, homem preso na cruz.

Até que começou a aparecer esta outra foto tirada pelo fotógrafo presidencial, no seu primeiro encontro, como Papa eleito e a presidente argentina:

Então, começou a confirmar-se esta aura diferente que transmitia aquele símbolo: um Cristo, com seus braços em cruz, com uma pomba, reflexo do Espírito Santo sobre sua cúspide.

Ao buscar mais imagens, apareceu o que se necessitava observar em detalhe:

Ao aproximar esta imagem, observaram no braço horizontal, que se trata de ovelhas que são o rebanho de Cristo.

O redentor carrega uma delas, com seus braços cruzados, e, nesta ovelha, se funde o resto delas, em perspectiva triangular ou de montanha, desde a visão superior da Ave do Espírito Santo, com irradiações Dévicas entre o rebanho e a Pomba simbólica.

No Centro da Cruz, está a Cabeça de Cristo, simbolizando a Mente de Deus, e também suas mãos juntas, trabalhando junto a seu Coração, simbolizando o coração de Deus, tomando, em suas mãos, a Humanidade, o Rebanho do Pastor, os filhos dos homens que são os Filhos de Deus.

À diferença de um Cristo crucificado, com suas mãos paralisadas e pregadas, esta Cruz haveria de retirar do nome “crucifixo” o significado de tortura que, sim, se aplica ao primeiro caso mencionado, mas esta fala de um Cristo Vivo e "Ressuscitado", Trabalhando e Servindo, Amando e Redimindo.

A Pomba pareceria, a nosso modo de ver, uma forma de cálice, com sua copa, nas plumas superiores de sua cauda, já que está de cabeça para baixo, com forma animal sobreposta, aparentemente, sobre um quarto de lua que são as asas com suas pontas, para cima de cada lado, o que simbolizaria a redenção sobre a matéria.

Um Deus “ressuscitado”, com respeito a Jesus, “o ser permanentemente bom”, como faz referência Bergoglio à divindade: “Deus é Bom”.

Relacionável a um escudo da ordem dos Frades Menores Capuchinhos fundada por São Francisco de Assis, na Reforma Capuchinha. Esta ordem do Século XVI, na Itália, se orientou pela pobreza, a humildade e a prática do amor e o cuidado de todas as criaturas.

Escudo azul, com uma nuvem e um círculo de ouro, com uma cruz latina, onde um braço de Cristo se cruza com um braço humano, com as chagas de Cristo, nas palmas das mãos.

Tampouco tem o Cristo crucificado.

Na Homilia de Jovens Santo, 28-03-2013, na Missa Crismal, para 1.600 religiosos Bispos e Sacerdotes, celebração em que os religiosos vão renovar as promessas que fizeram no momento de sua ordenação em São Pedro, o Papa Francisco teve as seguintes expressões:

* Questiono, genericamente, aos sacerdotes que são pastores, mas que não “tem cheiro de ovelha” ou que não “estão no meio de seu rebanho”.

* Convidou seus cardeais, bispos e sacerdotes a“Sairem às periferias” e deixarem de serem“gestores pagos”.

* “Esse que não sai de si e que, em vez de mediador, se vai convertendo, pouco a pouco, em intermediário, em um gestor que já tem seu pagamento; em uma espécie de colecionador de antiguidades ou de novidades“.

Também expressou no ritual de “Lava-pés”, em uma prisão, que resultou inédito para a Santa Sé:

* “Devemos ajudar-nos uns aos outros. Isto é o que Jesus nos ensina e isto é o que eu faço. É meu dever, me sai do coração e amo fazê-lo“

* “Quem está no mais alto deve servir aos outros”

* “Isto é um símbolo e um gesto: lavar os pés quer dizer que estou a teu serviço”

* “Pensem que, com esta cerimônia de lavar-se os pés, se demonstra que se está disposto a ajudar aos demais. Pensem que é como uma carícia de Jesus, porque vim para isso, para ajudar-nos”

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