quinta-feira, 17 de novembro de 2016

FAZER DAR CERTO

Certa vez, um homem estava procurando algo, debaixo de um poste de luz, altas horas da noite. Passou um amigo e lhe perguntou o que estava procurando. “Perdi a minha e estou procurando-a”. O amigo, solidário, começou a procurar também.

Mais de uma hora depois, o amigo perguntou: “Você tem certeza que foi aqui mesmo que você perdeu a chave?” O homem, respondeu: “Não! Eu perdi mesmo foi perto daquele outro poste... mas lá está sem lâmpada e não dá para procurar!”

É comum acontecer algo semelhante em nossa busca de conversão. As partes mais difíceis do Evangelho, deixamos para depois, e vamos caprichando em outros pontos bem mais fáceis. Precisamos por remédio na ferida, mesmo que doa; atacar o pecado onde ele está.

Muitas vezes, o que atrapalha a nossa conversão não é que nos recusamos a cumprir a Lei de Deus, mas é que nos contemos em cumprir mais ou menos com mediocridade. Ficamos no meio do caminho. 

O mundo precisa de pessoas definidas na fé. A indefinição diante de Deus é pior que a negação dele. Sim é sim, não é não, o certo é o certo o errado é o errado a verdade é a verdade a mentira é mentira, não pode existir meio termo quando desejamos servir a Deus.

Neste Evangelho, Jesus faz uma lamentação sobre Jerusalém. Os olhos dos seus habitantes se fecharam, seu coração se endureceu. Enveredaram por um caminho que é o avesso da paz.

Por isso, Jerusalém será destruída. Não por que Deus castiga, mas porque o salário do pecado é a morte. 

Se as pessoas se abrissem para o tesouro que nos foi dado em Jesus, com certeza o mundo seria melhor. 

Que Maria Santíssima interceda junto de Deus, para que ele transforme o nosso coração de pedra em um coração de carne, aberto à conversão.

sábado, 5 de novembro de 2016

TODOS OS SANTOS

Chamamos de santos aqueles que nos fazem ver onde está a verdadeira felicidade. Festejamos neste dia todos aqueles que tomam de tal modo a sério as bem-aventuranças que são hoje plenamente felizes. 

No Apocalipse que escutamos na primeira leitura. Vemos uma multidão de 144.000 de todas as tribos de Israel. Isto simboliza todo o Israel. Pois 12 x 12 x 1000 é tudo. Fica claro que Israel haverá de ser salvo pelo sangue de Cristo. Mas, há ainda mais: "Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro". Essa multidão são todos os povos da terra, chamados por Cristo, na Igreja, para a salvação, para a santificação que Deus nos oferece. Notemos bem: "uma multidão que ninguém podia contar". A salvação é para todos, a santidade não é para um grupinho. Todos são chamados a essa vida divina que Deus quer partilhar conosco, todos são chamados à santidade! "Trajavam vestes brancas e traziam palmas nas mãos. São os que vieram da grande tribulação e lavaram e alvejaram suas vestes no sangue do Cordeiro". Eis quem são os santos: aqueles que atravessaram as lutas desta vida, as tribulações desta nossa pobre existência, unidos a Cristo; são os que venceram em Cristo – por isso trazem a palma da vitória; são os que não tiveram medo de viver e, se caíram, se erraram, foram, humildemente, lavando e alvejando suas vestes no sangue precioso de Cristo: são santos não com sua própria santidade, mas com a santidade do Cristo-Deus. Nunca esqueçamos: ninguém é santo com suas forças, ninguém é santo por sua própria santidade: só em Cristo somos santificados, pois somente Cristo derrama sobre nós o Espírito de santidade. O nosso único trabalho é lutar para acolher esse Espírito, deixando-nos guiar por ele e por ele sermos transfigurados em Cristo! 

Num mundo que vive estressado, que corre sem saber para onde, num mundo que já não crê nos verdadeiros valores, porque já não crê em Deus, contemplar hoje todos os santos é recordar para onde vamos e qual é o sentido da nossa vida! Não tenhamos medo de ser de Deus, não tenhamos medo de testemunhar o Evangelho. Venceremos todo o medo se alimentarmos nossa vida com a Palavra de Deus e a Eucaristia. 

Infelizmente, muitos hoje têm como heróis os atletas, os atores, os cantores e tantos outros que não têm muito e até nada para ensinar. Quanto a nós, que nossos heróis e modelos sejam os santos, verdadeiros heróis venceram as tribulações desta vida seguindo o Cristo! Que eles roguem por nós, pois o que eles foram, nós somos e o que eles são, todos nós somos chamados a ser. 

Jesus declara felizes os pobres de coração, porque eles estão libertos de tudo o que poderia entravar a sua liberdade e a alegria é o fruto da liberdade. 

No sentido bíblico pobre de coração é aquele que crer, espera e ama. O pobre de coração é aquele que põe crédito em Deus. Quando se fala de noivos, fala-se de duas pessoas que confiam entre si, que se fiam uma na outra, que “põem crédito”. 

A desconfiança torna a pessoa infeliz. Confiar é se abandonar ao outro. Crê em Deus, somente aquele que mesmo no meio do seu sofrimento ou da sua confusão, confia sempre na vontade do Senhor. 

O pobre é também aquele que espera. O rico é aquele que não pode esperar, está plenamente satisfeito. Conhecemos tanta gente que não sabe esperar. O pobre de coração está virado para um futuro que espera que seja melhor; por isso ele continua sempre a procura, porque sabe nunca ter totalmente encontrado. A sua vida é uma procura, e todos os sinais que ele encontra o enche de alegria e o faz avançar. O pobre é aquele que aceita ser criticado pela Palavra de Deus. Autocritica só é possível para aquele que deseja ser melhor. 

O pobre é aquele que ama. Por não pode se satisfazer apenas consigo mesmo, o pobre está disponível para servir os seus irmãos. Sabe que o mundo não gira ao redor de si, abre os olhos e vê aqueles que esperam os seus gestos de amor; ouve seus irmãos e estende suas mãos para àquele que tem necessidade. A sua pobreza fá-lo receber e, ao mesmo tempo, dar o pouco que tem. 

Chamamos de santos aqueles que nos fazem ver onde está a verdadeira felicidade: Crer, esperar e amar.

sábado, 29 de outubro de 2016

COMO MANTER UM AMOR


Mãe e filha caminhavam pela praia, quando a jovem pergunta:

- Mãe, como se faz para manter um amor?

A mãe olhou para a filha e respondeu:

- Pega num pouco de areia e fecha a mão com força...

A jovem assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão com mais velocidade a areia se escapava.

- Mamãe, mas assim a areia cai!!! 

- Eu sei, agora abre completamente a mão...

A jovem assim fez mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.

- Assim também não consigo mantê-la na minha mão!

A mãe, a sorrir disse-lhe:

- Agora pega outra vez num pouco de areia e mantenha a mão semi-aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade.

A jovem experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.

É assim que se faz durar um amor...

Se você quer muito alguma coisa, deixe-a livre... Se ela voltar será sua para sempre, se não, é porque nunca foi sua de verdade.

A LIBERDADE É O ESPAÇO QUE A FELICIDADE PRECISA! 
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