sábado, 6 de janeiro de 2018

REIS MAGOS

Irmãos e irmãs, para celebra o dia de Reis, a festa de Reis, na tradição açoriana um terno de reis, sai a noite visitando as casa, relembrando um histórico é de grande significado para a missão do Jesus Cristo.

Através da visita dos três reis magos, Deus nos ensina que Jesus não veio exclusivamente para a salvação dos judeus, mas sim, o Filho de Deus feito homem, veio para salvar todos os povos.

Observem que, através de um sinal cósmico, através de uma estrela Deus chama adoradores, que procedentes dos três Continentes conhecidos até então: África, da Ásia e da Europa. Sendo assim, um preto, um amarelo e outro branco. 

Com isso Deus está nos dizendo que o seu Plano de salvação foi preparado não somente para os judeus, mas para todas as raças. 

O fato de Deus ter escolhido o povo hebreu para se revelar ao mundo, não significa que Deus pertence a esse povo em particular, como eles pensavam.

O Pai enviou ao mundo o seu Filho que veio trazer a salvação a toda à humanidade. E ainda preparou o episódio da visita dos reis Magos, para nos mostrar que a salvação é para todas as raças da Terra. É esse o significado do Evangelho de hoje, que nos mostra com muita clareza a universalidade do Plano de Deus.

Os Magos encontram o menino deitado numa manjedoura, lugar de alimentar os animais. Cristo se tornou alimento para a nossa alma através da Eucaristia. 

Os Magos viram no céu um sinal que era a estrela. E tiveram coragem de segui-la e essa busca sincera os levou a Jerusalém, o povo da Bíblia, e só depois de consultar a bíblia ele seguiram sua busca, e encontraram o salvador.

A vida tem muitos sinais de Deus, mas uma busca sincera sempre vai nos levar ao encontro da Palavra de Deus.

Felizes são todos aqueles que vendo o sinal de Deus em suas vidas, tem coragem de segui-lo, vencendo suas fraquezas e dificuldades, e caminhando dia a dia ao encontro do Senhor.

Observem ainda outro importante detalhe. Os três Magos representam também as três faixas etárias da vida. Sendo que um é jovem, o outro em pleno vigor da idade adulta, e o terceiro de idade avançada.

"Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, cujo significado é simbolismo e espiritual, que muito bem expressem um resumo do resumo do evangelho e da fé cristã:

O ouro pode representar a realeza. O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu. A mirra, resina usada em embalsamamentos, nos remete a morte de Jesus, pela nossa Salvação.

Que nós a exemplo do Reis Magos, nos sintamos desafiados a ter esse encontro pessoal com Jesus, para adora-lo, e depois como eles nós também voltaremos por outro caminho, um caminho de mais paz e solidariedade.

sábado, 30 de dezembro de 2017

ANO NOVO VIDA NOVA

Hoje primeiro dia do ano, dia em que devemos fazer nossa lista de “bons propósitos”. Ótimo dia para olhar para frente e renovar as esperanças. 

Eu sei que tem quem diga não muda nada só o numero da folhinha, mas isso só e verdade para quem não tem fé. Quem tem fé sabe que cada novo dia é uma nova chance de o Bom Deus nos dá de fazer algo novo, algo bom, uma nova chance de amar, ser amado e ser feliz. 

A diferença entre quem tem fé e quem não tem fé é a diferença entre o jovem e o velho. O jovem é cheio de sonhos, e projetos, o velho cheio de saudades e lamentos. O Jovem fala do que vai fazer o velho do que já fez.

Isso porque o jovem olha para frente e vê um longo caminho a ser percorrido, o velho olha para frente e vê que lhe restam poucos passos por isso olha para trás e contempla o longo caminho já percorrido.

Desculpem o trocadilho, mas, para o jovem a morte é uma possibilidade para o velho a morte é uma proximidade. 

Já a pessoa de fé não fica velho, pode ser idoso, mas nunca velho, pois olha para frente e não vê a morte, vê a vida eterna, por isso por mais longa tenha sido a sua vida, sabe que o que tem pela frente ainda é muito muito muito mais, por isso seu espirito permanece jovem, tenho sonhos e não apenas saudade, tem projetos e não apenas lamentações.

Fico triste quando ouço alguém dizer – no meu tempo é que era bom – pois essa pessoa não é capaz de ver as coisas boas que estão acontecendo hoje. Claro que antigamente era bom, mas hoje também tem muita coisa boa acontecendo.

Por isso se você é uma pessoa de fé, se você realmente acredita em Deus, você tem que nesse primeiro dia do ano, que estabelecer novas metas na vida. Mas não se contente com coisas pequenas como começar uma dieta ou deixar de fumar. 

Seja ousado, estabelecem ideais de superação pessoal, uma melhor vida familiar e conjugal ou o cultivo de valores cristãos. 

E por que não – minha meta será - ser santo?

O problema na verdade é que esses propósitos em geral duram pouco mais de 15 dias. São muitas as desculpas, tais como: Esforço-me, luto, e não vejo rapidamente os resultados.

Minha dica é não focar no resultado, pois esse sempre parece distante, mas focar no caminho. Ai cada passo dado se torna motivo de alegria e motivação para seguir em frente. Focar no resultado é como querer o fogo antes de buscar a lenha.

Vendo o sucesso de alguém você poderá pensar: Como conseguem? De onde vem essa força essa determinação? 

Eu digo de onde vem: disciplina.

A disciplina não é algo com que nasce com a gente, é uma habilidade que se cultiva. A disciplina é um treino diário.

Crie uma rotina, que lhe seja possível, e seja fiel a essa rotina, uma rotina de oração, uma rotina de atenção às pessoas, uma rotina de cuidado com suas famílias. 

Pode parecer que não esta dando resultado. Você dirá luto e continuo mesmo. Mas um dia quando você menos espera alguém chegará e dirá - nossa como você esta diferente! Ou o que aconteceu com você? Esta tão calmo, tão certo do que quer, seguro de si e tão feliz.

A Disciplina é a mãe de todas as virtudes. É bom sair da rotina às vezes, sim é maravilhoso, mas até para sair da rotina, precisamos ter uma rotina. 

De fato a vida é bela, mas não é simples. 

Com frequência a vida é uma verdadeira luta. 

Se desistirmos por causa das dificuldades, se não lutamos por algo que valia a pena, nos sentiremos derrotados, frustrados.

Quando falamos de perseverança, vale a pena pegar um papel e analisar nossos propósitos para o ano novo. O problema dos propósitos geralmente é que sempre dizemos o “quê”, mas nunca o “como”.

Se quisermos consertar um cano quebrado, precisaremos de ferramentas, e seria muito bobo desanimar-nos por não conseguir perfurar a parede com as unhas… Logicamente, precisamos de ferramentas! 

Com certeza já ouvi dizer a fé move montanhas, mas o que não nos dizem é que se fores mover uma montanha leva junto a tua pá. 

Ou seja, de que recursos eu preciso para isso, quais as habilidades e virtudes eu devo cultivar antes de iniciar essa caminhada.

E claro, sempre existe a possibilidade de não atingir uma meta, caso isso aconteça não encare como um fracasso, mas com um novo desafio. 

E se não conseguirmos atingir a meta, o caminho terá valido a pena. A perseverança oferece estabilidade, confiança e maturidade.

Nesse primeiro do ano consagrado a Mãe de Deus, peçamos a sua intercessão maternal para que todos os nossos projetos e objetivos sejam levados a bom termo pela graça de Deus.

E A FAMÍLIA, COMO VAI?

A solidão absoluta é chegar em casa e não ter ninguém a quem dizer um simples: “estou casado, meu dia foi puxado hoje...”. 


Não precisamos de muito para viver bem – para ser feliz basta uma família e pouco mais. 

Quando Jesus Nasceu, faltava tudo, sem um lugar melhor nasceu em uma estrebaria, sem um bercinho deitou numa manjedoura, sem um enxoval Maria o Envolveu em faixas, possivelmente retiradas do seu próprio vestido. Mas o importante não faltava, ele tinha um Pai e uma Mãe, e no amor de José é Maria uma estrebaria se tornou um lar, um cocho de animais uma berço e alguma faixas num enxoval. 

Não precisamos de muito para viver bem – para ser feliz basta uma família e pouco mais. 

É a família que faz da casa um lar. O refúgio onde uma vontade de chorar não é motivo de julgamento, apenas e só uma necessidade de colo e carinho que só conhece que tem uma família. 

Para ser feliz, a presença de pessoas amadas é essência, se é bom ter alguém por perto quando temos vontade de chorar, melhor ainda quando precisamos rir e celebrar, em família, a alegria se contagia pelo olhar, em família rimos por nada e de tudo. 

Nos dias de hoje vai sendo cada vez mais difícil encontrar gente capaz de ser família. Vemos uma epidemia de uma nova e terrível doença, o UMBIGUISMOS, onde a gratuidade e para a gratidão perdem espaço, e sem gratuidade e gratidão não existe amor. 

O que somos depende de quem está conosco. Diz o ditado, diga-me com quem andas que direi quem você é. 

De uma forma ou de outra que amamos anda sempre conosco. Seja presente no dia a dia ou mesmo que distante levamos conosco em nosso coração.

Quando eu morava em Canoas tinha um casal de velhinhos mais de 60 anos de casados, todo os domingos eles estavam na missa das 8h da manhã, detalhe de mãos dadas, José e Maria, um domingo seu José chegou sozinho, lembro estava na porta da Igreja e preguntei – Deixou dona Maria em Casa hoje seu José? Ele respondeu – Não, e batendo no peito me disse, eu sempre trago ela aqui comigo. 

Estamos com quem amamos e quem amamos também está de alguma forma, conosco. 

Uma verdadeira família é simples. É o lugar onde nos protegem uns aos outros, proteger é a forma mais pura do amor.

Por isso ninguém faz realmente parte de uma família se não se dedica a ela. Família não é convivência, família é cooperação, podemos conviver todos os dias com uma pessoa e essa nunca fazer parte de nossa família, se essa pessoa não coopera conosco, mas alguém que amamos pode estar do outro lado do mundo e cooperar financeiramente, afetivamente e espiritualmente comigo. E por isso ser minha família.

Também existe uma diferença entre cooperar e colaborar. Quem gosta de Xsalada vai entender esse exemplo. Para fazer um Xsalada, a galinha colabora, pois ela da o ovo e segue a sua vida, mas a vaca coopera, pois para dar o hambúrguer ele precisa entregar a vida.

Ser família não é colaborar, e cooperar, quando colaborar sem se envolver não é ser família, é ser ilha, ser família significa viver com outro, pois o outro é a nossa vida. 

Mas não é fácil. É preciso ser capaz de renunciar a uma porção de coisas que até podem parecer muito gotosas, mas que não passam vaidades e egoísmos. Com, por exemplo, passar as noites tranquilas no sofá, tranquilidade para fazer só o que quer; fazer seus planos sozinho sem pedir a participação dos outros, não dar satisfação da sua vida para ninguém.

Sejamos sinceros: para que me serve um palácio se nele a minha solidão se faz ainda maior? Para que serve um carão se não nos leva ao encontro de quem amamos? Para que serve um mega celular se não tem ninguém para ligar?

A família é algo simples, mas implica a renúncia do fácil e do imediato. Exige que acreditar que esse é o único caminho que eleva ao céu. 

Numa família há afeto e exemplo, há limites e respeito, há quem nos aceite como somos sem deixar de nos animar a sermos melhores. 

A família é tudo que temos nesse mundo. Podemos ser apenas dois... Mas é aí, e só aí, que podemos ser felizes.

Nossa casa é onde estão os nossos, MESMO QUE SEJAM SÓ DUAS PESSOAS. Longe de casa estamos sempre a caminho. O nosso coração não descansa senão nos braços de quem tem vontade de sorrir e de chorar conosco.
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